sexta-feira, 14 de setembro de 2012

U

I know you're somewhere out there...
Somewhere far away.
I want you back...
My neighbors think I'm crazy,
but they don't understand.
You're all I have.
quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Detida de mim.

Era noite. Eu estava sentada, de frente para a noite, as estrelas e a lua. A fumaça percorria o escuro e eu estava triste, pois não era o nosso escuro, era o escuro de uma noite qualquer, com qualquer gente, qualquer música de fundo, qualquer lugar... Não aquele nosso espaço com falhas. Eu me perguntava porque estava alí, porque estava sem você. E a explicação era óbvia: "Você não pode, sua estúpida".
Às vezes fico procurando bem dentro do meu eu uma explicação para tudo isso, e simplesmente não acho. Talvez porque não há explicações para nós dois.
Espero que não haja para sempre.
segunda-feira, 3 de setembro de 2012

272.

Saí do colégio voada, como quem tinha algo muito importante para fazer depois das aulas. Comprei um cigarro barato e fui tragando até chegar em casa. Estava impaciente, claro. Sentia falta de algo que não sabia descrever, mas sabia o que era. Me fiz racional: “Afinal, o que tenho? O que posso ter?”. Pensei muito até decidir escrever, por minhas palavras no branco de novo.
A fumaça ainda percorria meu cérebro. “Viajava” em pensamentos loucos, na saudade que de tão extensa, tornou-se táctil. Não sei ao certo se as palavras estão corretas, só quero pô-las para fora de mim! Ficar calada me dá uma sensação de quase-explosão. Sinto como se meu eu estivesse sendo invadido por todas as idéias aleatórias que me aparecem. Organizá-las seria loucura da minha parte, portanto, quero e irei somente expô-las.
Minha felicidade está diferente. Estou feliz, de fato, mas não sei ao certo quais os motivos, nem se os tenho. Queria saber uma razão sequer para explicar o porquê d’eu viver a sorrir, a ser gentil, a estar presente quando precisam. O amor maior diz ser a minha essência, que sem isso, não sou eu.
Sinto que minha lucidez foi trocada num desses botecos de esquina, os quais costumava freqüentar nas madrugadas que não tinha o que fazer. Ou até tinha, mas simplesmente não queria seguir todos os dogmas que me impuseram.
 Prefiro acreditar que há algo de errado comigo, que meus sentimentos estão conturbados e que esqueci de distinguir amizade do amor, a tristeza da solidão. Estou triste, apesar de não estar sozinha, entende? E se me entendes, sinto dizer, mas és tão louco quanto eu.