Mais
uma vez a fumaça inunda o espaço.
Agora com um amigo, eu, poeta, e o amor.
Música da terra, conversa produtiva...
Sinto uma energia boa transbordar meu corpo.
Paro no tempo e só ouço o som.
Espero pelo nada. Espero pelo que há de vir.
Não faço nada, só ouço.
Estou calada, em meio à fumaça.
Não reclamo pelas necessidades corporais, não reclamo do álcool.
Assisto ao chapéu de palha e a cabaça a balançar.
O que me agrada é o amor e o amigo a conversarem...
Ouço suas palavras, meio inteligentes,
meio controversas
meio chatas, até.
Mas gosto.
Vejo a hora passar e a necessidade de me retirar.
Mas não me desespero.
O que tiver de vir, virá, como já citei.
E só ouço, assisto...
Agrado a mim mesma.
segunda-feira, 29 de outubro de 2012