domingo, 23 de março de 2014

[IN]Previsível.

Cansei
De dar explicações
Sobre coisas que não precisam ser explicadas.

Tentei
De todo modo
Amenizar as más situações que inevitávelmente aconteceram.

Não vi
De meu ponto de vista
Nada melhorar na nossa [patética] convivência.

Esqueci
De te amar
Nas horas que você mais precisava do meu colo.

Daí

Sofri
De novo
Na minha, novamente, cama pequena.

Que já não tem mais espaço pra minha solidão...
Mais uma vez
Chorei.

Por CM.

sábado, 22 de março de 2014

O maço vermelho de cigarros.

Encontrei
um traço do seu cabelo cítrico
desenhado em nosso ninho.
Fazendo um esboço
da nossa arte de amar.

(desculpa, mas a inspiração poética/metafórica acabou.)

Lembro do seu seio branco
achatado contra o corpo
enquanto nua
você fumava deitada.

Do sopro queimado,
do hálito quente.
Do gosto que ficava na boca
quando juntávamos as nossas.
E o que começava com a boca
unia o resto do corpo
fazendo com que as vezes
eu não soubesse bem
quem era eu e você.

Ainda sinto cheiro de fumaça.
Ainda ouço sua voz rouca.
Ainda vejo piolas pelo chão.
Ainda escuto as palavras
que falamos antes dessa solidão

Nossos óculos não ficam juntos sobre a cômoda ha quanto tempo?
Nós voltamos a ser dois por quê?
Fumo alguns cigarros para te trazer de volta. Mas assim talvez eu só te encontre n'outro mundo.

Por HB.

No ônibus.

Cheguei mais perto.
Funguei o cabelo dela.
Ela virou desconfiada...
mas era só eu.
Ganhei um sorriso.

Cheguei bem mais perto.
Falei ao ouvido:
"Seu cheiro me acalma."
Ela virou encantada...
mas era só eu.
Ganhei um beijo.

Por HB.
terça-feira, 4 de março de 2014

Apartamento 302

Quando o nu torna-se natural.
Quando o nu larga o apelo erótico.
Quando o nu e a arte se unem.
Quando o nu é simplesmente nu.

Incrível trabalho do Jorge Bispo.



Descubra mais sobre o Apartamento 302 em

Por HB.