quarta-feira, 24 de novembro de 2010

O que é amar (para mim)?

Amar é nada mais nada menos que reciprocidade, e não há nada nesse e nem qualquer outro mundo maior que o amor. Dele pode-se extrair o mais doce mal que já existiu, e de cada amor um mel diferente, por mais parecido ou não que seja sempre será igualmente diferente aos outros. Há quem diga que construiu ou viveu um amor de onde não tirou nada... Mas não foi amor.

Amar é ficar cego, surdo, mudo e louco. Louco pelo amor, louco por si, louco pelos dois, porque não! Não é pensar só naquilo, nem só em contos de fadas, é saber dividir e juntar as duas coisas ao mesmo tempo! Seriam necessárias infinitas palavras, pessoas, mentes e amores para se tentar definir o pobre coitado, até um pouco de loucura em que os dois se entendam.

Olhando um pro outro, ficariam cegos e mortos. Mortos de amor, vergonha, prazer, felicidade e desejo. Ficariam loucos por tudo que os cercam e conseguiriam viver só a base de amor. Sentiriam cada cílio batendo um no outro ao piscar, veriam cada pulsar do coração frenético no peito, sentiriam o calor da simples loucura subindo-lhes as pernas!

Quadros de valores incalculáveis seriam expostos nos seus espaços, redesenhando os corpos com sua própria boca, fazendo o desejo transbordar ao ponto de se tornar tocável! Delírios causando gemidos que são ensurdecidamente silenciosos. Caras, bocas e caretas fazendo com que o desejo só aumente e o mel se torne cada vez mais único.

E finalmente quando dizem que o ato está acabado, tudo fica cinza. Fumaça, xícaras, mentes, paredes, quadros... Amor. Fazendo-o tornar-se cada vez maior e único; chega-se a loucura de dizer que não tem fim, e quem sabe até não tenha mesmo. Amar é por vida novamente em tudo que se dizia morto e cinza. Amar é único. Amar é saber viver com a loucura. Amar é loucura. Pensar que nada mais faz sentido e ver coisas que nunca viu é normal. Deixe-os amar até a morte, e que morram somente de amor.

0 loucos comentaram:

Postar um comentário

Can you comment !