Quando a gente quer, tudo se torna mais possível.
Provas?
Bem, não as tenho aqui comigo, mas se achar minha advogada daqui pra amanhã, quem sabe eu não divulgo aqui a vocês?
Trabalho, trabalho e trabalho... Minha vida é lotada somente disso. Sequer uma noitezinha de folga pra eu ir numa balada dançar a madrugada toda, nem pra ir num barzinho com alguns colegas, ou até mesmo sozinha...
Estava com saudade de “dar as caras” por aqui... Mas só hoje tive tempo de me sentar e escrever.
Bem, tanto tempo longe tinha que ter acontecido alguma coisa nessa minha vida monótona, não é? Pois bem, aconteceram várias coisas!
Pra começar, consegui largar os meus vícios, inclusive (e principalmente) o de ler. Porém, também experimentei verias sensações que são ótimas e estou morrendo de medo de me viciar nelas... Pecado?
Em segundo, tive um aumento considerável no salário! Agora ta dando pra viver melhor do que já vivia. Até estou pretendendo trocar de carro, mas é só por conforto mesmo, não corro muito.
Como disse antes, experimentei algumas sensações que infelizmente não posso escrevê-las aqui (ficaria óbvio!). Não vou mentir, gostei da maioria delas!
Passaram também paixões... Ah, é ótimo estar apaixonada por alguém! E ainda estou vivendo uma delas! Não sei por quanto tempo, mas enquanto não enjoar, estou aproveitando e fazendo ele feliz. Ele é tão diferentemente igual a mim, e tão igualmente diferente de mim, e tão perfeito pra mim!
Enfim, é para falar de mim e não dele. Concentre-se, pombas!
Backing...
Às vezes quando chego à noite do trabalho, paro na varanda do meu apartamento e fico com o pensamento longe... Será que se eu me jogar do 21º andar, morro? E se eu morrer, será que alguém vai sentir falta? É, talvez o meu amor de passagem...
Não sei como consegui ficar tanto tempo sem escrever nada, sem contar nada da minha vida.
Sabe, como cuido da mente e dos pensamentos das pessoas, nunca tive tempo para cuidar dos meus próprios pensamentos! Só consegui a partir do momento em que sentei na minha escrivaninha e me pus a escrever sobre o que acontecia dentro da minha cabeça.
Um desses dias estava deitada no sofá negro, morta de cansaço, e lembrei do que a minha avó dizia quando eu era criança... “Menina, tu só tem dois neurônios e um deles ta congelado!” Eu, que não entendia nada, ria! Mas ainda hoje eu não sei se ela estava certa ou errada.
Se tenho dois neurônios e um deles está congelado, como faço para trabalhar tanto? Mas e se o que estiver bom, servir para pensar pelos outros e o que está congelado serviria para pensar por mim? Será que eu não penso em mim?
Velha sábia... Mas não sinto falta dela.
A saudade é um sentimento raro para mim, quase nunca sinto. E quando sinto, é só de coisas fúteis ou que, para os outros, seriam passageiras... Dou muito valor ao material.
Não sei se sinto saudade dos meus irmãos, um mais velho e um mais novo. O mais velho sempre quis mandar em mim, me proibir de fazer o que queria, e o mais novo era um pentelho que só sabia destruir as minhas coisas! Mas como será que estão agora, depois de ter crescido? Eu devo ter somente a curiosidade de vê-los em dias atuais... Nada demais.
Saí de casa muito cedo, como sempre prometi desde que completei 15 anos.
15 anos é a idade da rebeldia; È quando a criança começa a pensar por si mesma.
Se tiver uma filha, não quero que ela complete 15 anos, prefiro que passe dos 14 direto para os 16. Se bem que acho muito difícil ter uma filha nas condições que vivo (assumo meu egoísmo).
Está ficando tarde, e amanhã preciso acordar cedo para trabalhar! Se eu não fizer por mim, ninguém faz! E meus pacientes sentiriam a minha falta...
Pretendo voltar a escrever o mais rápido possível, não agüentaria mais uma temporada de “silêncio” absoluto. Preciso de mais tempo para escrever, para sair e comprar meus perfumes, minhas roupas... Preciso de mais tempo para aproveitar minha vida e minha paixão!
É... Preciso de mais tempo para mim mesma...
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
0 loucos comentaram:
Postar um comentário
Can you comment !