Te olho nos olhos e você reclama que te olho muito profundamente.
Desculpa, tudo que vivi foi profundamente...
Eu te ensinei quem sou...
E você foi me tirando os espaços entre os abraços.
Guarda-me apenas uma fresta.
Eu que sempre fui livre, não importava o que os outros dissessem.
Até onde posso ir para te resgatar?
Reclama de mim, como se houvesse a possibilidade de me inventar de novo.
Desculpa se te olho profundamente, rente à pele...
A ponto de ver seus ancestrais nos seus traços.
A ponto de ver a estrada, muito antes dos seus passos.
Eu não vou separar minhas vitórias dos meus fracassos!
Eu não vou renunciar a mim;
Nenhuma parte, nenhum pedaço do meu ser...
Vibrante, errante, sujo, livre, quente.
Eu quero estar viva e permanecer te olhando profundamente.
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
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