sábado, 28 de abril de 2012

Missed.

"I'm here without you baby,
but you're still with me in my dreams."
segunda-feira, 23 de abril de 2012

{} É sim...

“Difícil não é esquecer, é convencer o seu coração de que não tem mais volta.”
domingo, 22 de abril de 2012

Ele quer; Ela é.

Um rapaz magro, de casaco branco entra no bar balançando o cabelo molhado da chuva. Procura em vão uma mesa desocupada. Senta-se no balcão, ao lado de uma jovem magra, de vestido cor de goiaba e sobretudo marrom, de maquiagem borrada.
- Boa noite. Um café forte, por favor.
Ela olha assustada para ele e vira o rosto de volta. 
- Se tomares, não dormirás bem essa noite. 
- Talvez eu não queira dormir, menina. 
Ela olha para ele de novo, dessa vez com uma repugnância transparente. 
- Ei, desculpa a grosseria. Meu nome é Pedro. Qual teu nome? 
- Luiza. 
- Pois bem pequena Luiza, o que fazes por aqui? 
- Tomo café forte, igual a ti. 
- Bem, então também não dormirás essa noite. 
- Eu não durmo noite nenhuma. Minha vida resume-se a papel, lápis e café. 
Ele cala-se, recebe o café que o garçom lhe trouxe. A observa de lado, e ela sempre olhando para frente, com um ponto fixo. Ele dá uma meia risada. 
Passam-se minutos, longos minutos. 
- Bem menina, vou para minha casa, tenho coisas a fazer. Queres companhia? 
Ela, sem falar nada, deixa uma boa quantia de dinheiro em cima do balcão, veste o capuz e sai andando à frente do rapaz. 
- Então diga-me, Luiza, o que fazes de verdade? 
- Eu escrevo. 
- Ah, eu também escrevo! - sorrindo. 
Ela o olha com tom de desprezo. 
- Não devias brincar com coisas sérias. 
- Mas te digo a verdade, escrevo também! 
Caminham pela rua molhada em silêncio. 
- Diga-me, para onde estamos indo? 
- Tu, eu não sei. Eu estou indo para a minha casa. 
Ele dá um sorriso e olha para rua. Ela vai entrando num jardim, e ele sempre atrás. Ela pega as chaves no bolso do sobretudo e vai abrir a porta grande. 
- Ei ei ei ei, esta é tua casa? Já chegamos? 
Ela dá uma gargalhada. Ele não entende o que se passa. 
-Olha bem pra mim... Tenho cara de quem mora num lugar como esse? 
- Bem, contando que mal vi tua cara? 
Ela, novamente, se faz obscura e olha para o chão. Ignorando-o, anda de volta para a rua. 
- Menina Luiza, me espera! 
- Pára! 
Ele a olha assustado. 
- Pára de me seguir! Pára de falar meu nome! Tenho dias exaustivos e hoje não foi diferente! Me dá ao menos uma hora de descanso! 
Ele a segura pelo braço. 
- Olha aqui, tu não és a única no mundo. Tenho meus dias difíceis, mas nem por isso saio gritando nem fechado por aí. Meus dias com certeza não são muito diferentes dos teus. Tu fizeste meu hoje ser diferente dos 'hojes' de toda minha vida. Te encontrei, não quero te perder. 
Ela, que o olhava nos olhos, abaixa a cabeça e anda. Deixando-o praticamente a falar sozinho. 
- Ei, será que tu não vais dar importância ao que acabei de falar? 
Ela se vira revoltada e grita: 
- Desculpa, tá? Tu tem direito de fazer o que quiser, inclusive de me seguir, mas eu não sou obrigada a te dar atenção. 
Ele a segura pelos braços de novo e a beija (um beijo lento, típico de novela das 8. Com um cenário bem clichê, também: meio da rua, chuva fina.). Ele para. 
- Porque te sentiste obrigada a me beijar? 
- Não fui obrigada. 
- Então porque retribuíste? Tu gostas de mim? 
Ela não sabe o que dizer, e quando tenta falar algo, gagueja. Ele ri alto dela.
Ela furiosa, o beija. 
- Agora te faz mudo, ok? Somente faz o que tinhas vontade de fazer.
Ele fica sério, corado. A segue aonde quer que ela vá.

Passou, passou...

É estranho tentar começar algo sem ti.
Sem sentir teu calor no meu braço direito,
ou até tua voz chata no meu pé do ouvido.
Sem ter você pra fazer aqueles dramas durante a madrugada...


Sinto tua falta, mesmo te vendo durante o dia.
Pois não te sinto mais dentro de mim.
Tudo que pulsa aqui dentro não é mais tão dependente,
e isso me dói bastante.
segunda-feira, 16 de abril de 2012
Cansei de chorar.

Se fossem sinceros.

Ânsia de vômito.
Meu Deus, o que eu fiz pra merecer tudo isso?
E essas lágrimas que não cessam?
Meu Deus, eu tô entrando em desespero, me ajude!

Que situação chata, onde ninguém quer o bem geral.

Querem somente "venha a mim, venha a mim".
Assim não dá pra viver!


Eu quero um meio de consertar tudo isso.
Essa confusão não é irremediável.
Mas será que quer solucionar?


Ah, queridas lágrimas, parem!
Quero meu sono.
Quero acordar dessa porra toda e ver tudo desfeito.
Inexistente.
domingo, 15 de abril de 2012

Será que é verdade?

Eu sei exatamente o que quero, e ele também. Somos adultos, oras! Cada um com seu conceito e realidade de responsabilidade, mas somos suficientes para assumir o que quer que esteja acontecendo conosco.
É igual, é recíproco, eu sinto isso! Então porque não chega logo e assume tudo? Menino, você me confunde dos pés a cabeça.
Tua contradição só me deixa cada vez com mais vontade de te explorar e te descobrir, de arrancar de você tudo que é verdadeiro. Ah, tuas brincadeiras...
Se encontro vontade de jogar esse jogo, estás perdido, menino.

Ao infinito!

Já não sei o porque de insistir tanto. Bater na mesma tecla a tanto tempo cansa, e cansa muito! Dá câimbras, dá tendinite, dói o coração!
Queria chegar na tua frente e dizer o que realmente se passa: que já não importa mais com quem você se relacione, que tudo foi superado enfim, que nós nos importamos um com o outro, mas que é isso e só, que todo aquele sentimento lindo que existia foi de ralo abaixo.
O deprimente de toda história é que passou um replay com ordens invertidas, e que mais uma vez, mesmo sabendo o que acontecia, não conseguimos fazer nada para impedir.
Errar uma vez é humano, errar duas vezes é sinal de burrice. Por essa e outras que considero esse texto a minha deixa. Então, adeus.

Fruto.


Te ver sorrir, te ver sonhar... Coisas lindas quero te dizer.
E se um anjo encontrar, eu vou pedir pra ele te proteger.
Ó estrela que me faz enxergar que a vida é linda de viver!
terça-feira, 10 de abril de 2012

{} Cópia.

"E aí, você vai dizer pros teus amigos que já esqueceu. Vai declarar pra meio mundo que já não sente mais nada. E pra provar isso, vai deletar as SMS e o número do celular dele da sua agenda. Vai deletar a música de vocês do seu computador e vai evitar ouvir. Vai parar de escrever coisas pra ele. Não vai mais andar na rua tendo aquela ponta de esperança achando que vai encontrá-lo. Vai sorrir e não se importar quando falarem dele. Vai lembrar a todos, todos os dias que ele não te afeta mais. Não vai procurar, não vai ligar. Vai esquecer tudo o que vier dele; os textos, apelidos carinhosos, momentos, risadas, brigas. Vai deletar as fotos dele do seu celular. Vai parar de esperar alguma ligação ou SMS de madrugada. Não vai mais pensar nele antes de dormir ou ao acordar. Vai ser indiferente quando algum amigo dele perguntar se você sente falta. Não vai mais arrepiar ao ouvir a voz dele ou esperar ansiosa pra que ele diga que sentiu sua falta. Você vai desapegar. Vai parar de sentir, literalmente. Vai convencer a ele e a todos de que você já superou. E vai continuar assim, até que você consiga convencer a pessoa mais importante disso tudo: Você."

Autor Desconhecido.
segunda-feira, 9 de abril de 2012

Aonde está?

Me senti tão perdida nessa tarde. Confesso que te procurei, que peguei o celular e te mandei uma mensagem meio bem sem graça. Não sabia o que dizer... Somente senti falta da tua voz chata e da tua cara de mamão me olhando de banda.
Sinto muito a tua falta, menino!
domingo, 8 de abril de 2012

Então, partiu!

É doloroso acordar e não te encontrar do outro lado da cama. Fazer o café da manhã e arrumar a mesa somente para mim... Me prometeste que voltaria, mas não te vejo em lugar algum, e muito tempo já se passou desde que foste embora. Portanto, dá um jeito de me avisar se vai demorar, ou se vai voltar. Se ao menos for certeza voltares, eu fico aqui com a mesa pronta, com o café quente e forte te esperando. Caso não, volto pra minha cama com o maço de cigarros amassados.
Aproveito para implorar-te: Não te vais para sempre, por favor. Volta ao menos para dizer-me adeus, que foi bom me conhecer e passar os poucos dias que passou ao meu lado. Não me deixa aqui a pensar mil coisas.
sábado, 7 de abril de 2012

Além.

Eu vou fingir
que não sei
que tu continua vindo aqui
querendo me vigiar,
querendo me manter,
querendo me iludir.
Mas, eu que não sou boba
corro de ti
para me levantar,
para tentar viver,
e ti de fugir.
quinta-feira, 5 de abril de 2012

Tudo que foi e há de vir.

Foi quando eu percebi que acabou. Sim, eu percebi isso a tempo! Exatamente quando te vi de longe, sendo quem tu nunca foi comigo.
Bem, não vou mentir que me senti um lixo por não ter sido capaz de superar teus sentimentos. Mas sei lá, vai que a empolgação por algo novo era maior...
Enfim, ainda bem que fui justa conosco e te deixei partir em paz. Já consigo te ver, te encarar e principalmente, encarar a realidade: fui trocada! Mas não quero fazer alarde nem chamar atenção... Já passou.
Talvez o que tenha de acontecer, irá acontecer num futuro breve, ou não. Talvez, também, o que tinha de acontecer, já aconteceu e a gente nem se deu conta disso.
O futuro há de ser brilhante, seja como for!
terça-feira, 3 de abril de 2012

No que será.

Eram completos desconhecidos, apesar de ja terem cruzado na rua uma única vez. Sem querer, se encontram numa festa... Amigos em comum! Trocam os dois beijinhos básicos, e não foi nada além disso. Depois de tempos, se encontram numa dessas redes sociais da internet. Bem, é aí onde tudo começa.
Assuntos de amores antigos os prendem um no outro por um bom tempo todos os dias. E assim um vai descobrindo o outro, sem querer, e se envolvem numa química estranha, afinal, não se viam há tempo demais!
A: Ah, vamos sair, esquecer essas porcarias que ainda nos machuca!
B: Sim, vamos, porquê não?



Tudo certo, tudo marcado. Ela sai de casa meio sem certeza de que é isso que quer, pensa em voltar durante todo o caminho. Ele vai seguro, apesar de sentir um leve frio na barriga.
Cara-a-cara.
Dava pra ver na cara dos dois que um era exatamente o que o outro queria. Ficaram estatalados, sem se mover, nem se falar. Ela soltou o celular que estava na mão direita. Ainda se olharam um pouco até ela se abaixar para pegar o aparelho no chão.
Quando levanta, ele, ainda muito impressionado caminha até ela. Ele afaga seu rosto, olhando-a nos olhos e a beija. Ela retribui o beijo, apesar de não saber o que estava acontecendo.
B: Como assim? O que é isso?
A: Ah, desculpa, eu não sei! Não pude evitar isso! Desculpa, por favor!
B: Não, não to falando do ato, to falando do que senti.
A: Então você também sentiu?
Um ar frio passava entre os dois nesse exato momento. Se olhavam sem saber mais o que fazer. Ela querendo correr para casa, dormir, e acordar no mesmo dia. Ele não pensava, estava calado com a mente limpa. Eles se olhavam com caras estranhas... Eram estranhos!
Ela sorriu, ele também sorriu. Se abraçaram. Algo começava alí.
segunda-feira, 2 de abril de 2012

O já!

Eu to vendo tudo passar.
Eu to agarrada com o meu filho.
Eu não sei se é para sempre...
Eu to na mesma situação que a um mês e meio atrás.
Eu to beirando a morte... E pela segunda vez!
Eu to querendo ficar bem.
Eu não sei se vou conseguir escapar dessa.
Eu to sentindo falta de ar!
Eu quero respirar!
Eu to inchada.
Eu to muito mais feia que o comum.
Eu to parecendo o sherk quando acorda.
Eu quero desfazer os nós que eu mesma fiz.
Eu quero desaparecer daqui.

Quanta dúvida...

Você tá muito perto, mas ao mesmo tempo tá longe pra caralho. Quero invadir teu interior e te arrancar a verdade, afinal, o que sentes? E mais ainda, por quem sentes? Tuas palavras contradizem com o que você faz.
Teu bem ausente me faz o maior mal presente.
Eu me deixo levar pelas tuas palavras, as vezes não muito sinceras, e cada vez que quebro a cara por alguns motivos bem óbvios, choro, me acabo completamente e corro atrás, daí fica tudo bem de novo. É um círculo vicioso. Vivo querendo sair dele, mas daí acontece tudo de novo...
Quero cansar, porque quero desistir, porque quero superar e daí dar um jeito na minha vidinha tão bagunçada. Quero ser eu, meu filho, e alguém que dê valor a nós dois.

{} Foi-se.

[...] 
I gave my best, it wasn't enough 
You get upset, we argue too much 
We made our mess out of what used to be lust
So what do I get, I get at all? 
[...] 
You said it's better if we 
Love each other separately 
I just need you one more time 
I can't get one we had on my mind 
Where are you now when I need you around? 
[...] 

 Climax - Usher
domingo, 1 de abril de 2012

{}

“Cadê a tampa da minha panela, o chinelo do meu pé cansado, a metada da minha laranja? E chega! Há anos peço o príncipe e só me mandam o cavalo. (…) Dizem que materializar os sonhos escrevendo ajuda, então lá vai: quero transar com beijo na boca profundo, olhos nos olhos, eu te amo e muita sacanagem, quero cineminha com encosto de ombro cheiroso, casar de branco, ser carregada no colo, filhos, casinha no campo com cerquinha branca, cachorro e caseiro bacana. Quero ouvir Chet Baker numa noite chuvosa e ter de um lado um livrinho na cabeceira da cama e do outro o homem que amo. (…) Que a gente brigue de ciúmes, porque ciúmes faz parte da paixão, e que faça as pazes rapidamente, porque paz faz parte do amor. Quero ser lembrada em horários malucos, todos os horários, pra sempre. Quero ser criança, mulher, homem, et, megera, maluca e, ainda assim, olhada com total reconhecimento de território. Quero sexo na escada e alguns hematomas e depois descanso numa cama nossa e pura. (…) E quando eu tiver tudo isso e uma menina boba e invejosa me olhar e pensar que “aquela instituição feliz não passa de uma união solitária de aparências” vou ter pena desse coração solitário que ainda não encontrou o verdadeiro amor.”


Tati Bernardi