domingo, 15 de julho de 2012

Virad(ouro).

Abro os olhos e enxergo um clarão repentino, o qual desaparece com poucos segundos. E logo após, um ponto alaranjado, mas não perfeito, com algumas falhas em preto. Enxergo então a fumaça dançando na luz que escapa pelas brechas de cima, e ela dança... Dança sentindo o cheiro que nos torna um só. Eu pisco, sorrindo num meio tom escuro. Sorrio pra mim, já que não me vês.
Meus pensamentos rondam entre palavras confusas, que me torna mais intelectual quando as falo. Em vão, claro, pois não preciso disso. Não contigo. Quero deixar claro que está tudo bem, que tua decisão será a mesma da minha, tento te passar o máximo de confiança, mas nem eu me sinto segura quanto ao que sai da minha boca. Nossas feridas, então, foram tocadas.
Nos olhamos, enquanto a fumaça ainda passeava pelo quarto, e nos beijamos. Tudo que era escuro tornou-se claro, tudo que estava escondido, apareceu para nós. E o beijo virou carinho, e o carinho transformou-se em nós; Nós viramos (a) cama, que transformou-se em amor. 


Teu rosto torna-se mais bonito quando o vejo de baixo, meu bem. Aceite meus elogios mudos, aprenda que calada, falo mais que tudo.

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