domingo, 17 de abril de 2011

Relato de uma psicanalista. [Part6]

"São quase cinco da manhã; E já que falta tão pouco, resolvi acender um cigarro e ouvir um som, enquanto amanhece totalmente e eu possa ver as primeiras cores da manhã de domingo. Penso nele dormindo. Todo encolhido, todo coberto, todas as janelas abertas. Toda saudade. Quais serão seus sonhos a uma hora dessa?"



É sempre assim que te vejo.
Toda madrugada que estou sem dormir e a te olhar... Te olho como quem olha um anjo que caiu sem querer em mim.
E eu tenho tanta vontade de ti, que não consigo, às vezes, te ver como és.
Tu és homem, forte, gaúcho e encantador! Te vejo menino, indefeso, quase santo... Mas continuas encantador.
Não tiro os olhos de ti. Meu cigarro sabe de cor o caminho da boca; e a fumaça, o da janela.
Me sinto menina sempre que te vejo assim... Menina apaixonada e boba.
Sorrio de leve, bem baixinho. Te vejo mexer. Me sinto culpada por estragar o sono de um anjo que nem é tão anjo assim.
Me pego a sorrir de novo por ser tão louca de amor por você.
Tento então me concentrar num céu que está saindo de rosa para azul claro. (Missão quase que impossível, quando se tem alguém como você em meus domínios)

Te sinto bem perto. Permaneço imóvel.
Sinto teus dedos nos meus, roubando-me o cigarro. Deixo levar.
Sinto teus lábios frios beijando meu ombro esquerdo. Deixo escapar arrepios e sons. Deixas escapar um sorriso malicioso...
Consumamos o 'diálogo' corporal num beijo mais além.

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