Ele estava no quarto, sentado no meio da cama, reclamando.
Ela entra fechando a porta e se põe a frente dele.
Ele a pega pela cintura como se estivessem ensaiando um passo de balé.
Ela ficou vermelha.
Ele, ainda a segurando pela cintura, a pôs deitada na cama.
Ela sorriu; estava sendo totalmente controlada por ele.
Ele deitou ao lado, encostando a cabeça no ombro direito dela.
Ela o puxou para cima e o beijou delicadamente.
Os dois foram ganhando entusiasmo e o beijo, força!
Ele tinha as mãos grandes.
Ela era pequena. E agora estava arrepiada. Sorria para tentar disfarçar.
Ele ficara furioso! E então punha muito mais força nos seus beijos.
Ela, apaixonada, se deixava levar por ele.
Ele, com suas mãos grandes e geladas, percorria cada centímetro do corpo dela.
Ela suspirava.
Ele se sentia capaz, e tentava.
Mas ela punha limite.
Ele então deitou ao seu lado, sorrindo.
Ela virou-se, ficando de frente para ele. Acariciou seu rosto, não tirando o foco dos olhos dele... Não acreditava no que estava acontecendo.
Ele gargalhava, achando graça mesmo.
Ela se viu ofendida. Pôs-se pra cima dele, prendeu as mãos dele e mostrou que sabe ser mulher!
Ele se sentiu submisso, com as mãos presas.
Ela soltou as mãos dele, ainda por cima, beijando-o.
Ele levantou a blusa dela, quase que a tirando.
Eles faziam movimentos sincronizados, mais pareciam um só corpo.
Ele sorria deixando o prazer transbordar.
Ela se sentia quente, apesar de ainda sentir os dedos gelados dele.
Até que pararam. Estavam deitados um ao lado do outro, na pequena cama de solteiro.
Ele a olhou sorrindo. Deu-lhe um beijo e deitou-se no seu peito direito.
Ela acariciava seus cabelos castanhos.
Ele a elogiava.
Ela ria, se sentia única! Fechava os olhos, declamava poesias...
Ele não falava nada, estava imóvel.
Ela calou-se.
Fez-se silêncio por um bom tempo.
Ela disse “Preciso ir”.
Ele reclamou e pediu para que ficasse mais.
Ela ficou.
Mas estava ficando tarde e ela precisava ir.
Então ele não viu porque mais demora. Levantou-se e levou-a até a porta.
Ela estava se sentindo mal agora...
Ele a elogiou mais uma vez e deu-lhe um beijo.
Ela o olhou nos olhos, sentiu que aquele teria sido o último beijo.
Ela estava certa. Assim foi, até hoje.
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