terça-feira, 14 de junho de 2011

No-turna.

Sou noturna da noite, em si.

Noturna do escuro,
da madrugada,
da palidez,
das palavras clichês sob o papel amarelado.

Noturna do café quente,
dos dedos gélidos,
da pupila dilatada.

Sou noturna das 3h da manhã,
do cabelo assanhado,
das lágrimas caindo no rosto molhado.

Do olhar nervoso pro relógio que minutos parecem horas.

Noturna do silêncio,
e do querer permanente dele.

Noturna do sombrio,
das palavras sussurradas,
do medo,
da lua alva,
da tinta falha.

Sou noturna dos versos,
das rimas,
da objetividade (ou da falta dela).

Da procura interminável dos encaixes perfeitos,
do toque suave,
do uivar dos cachorros da rua.

Sou noturna do querer e não poder;
do olhar e não ver.


*

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