sábado, 30 de julho de 2011

Inverno > Primavera.

Juntei tanta coisa antiga e joguei fora... Tantas coisas que eu gostava de guardar pra manter na memória...
Tudo fora, tudo no lixo.
Não sei, mas acho que estou mudando...
quinta-feira, 21 de julho de 2011

O mais triste dia.

Hoje foi mais triste o dia. Procurei por todo lugar e não te achei.
Meus olhos transbordaram. Doeu saber que não escutas mais meu coração te chamar, que não ouves mais quando ele canta teu nome...
Perdida sem rumo chorei, pedindo aos céusque me ajude, que essa dor leve que me deixe partir...
Sem você, meu amor, de que me serve ficar?
Hoje o dia foi mais triste. Esse punhal entrou um pouco mais e meus olhos escureceram, foi noite em pleno dia. Não ouves mais a melodia do amor... Endureceu teu coração? Que levaras da vida? Abre teu coração, seja você: meu amor, meu menino...
Te espero se ainda me ama... Eu te espero!
quinta-feira, 14 de julho de 2011

Deixo claro: TUDO BRANCO.

À beira do sono ssurgem idéias. Clichês de mim mesma que me deixam assustada demais para escrever.
Fico a pensar e imaginar as situações; tudo muito óbvio, transpssando a barreira da total orginalidade.
"O bom autor não conserta ou faz reparo em suas obras", já frizava a queridíssma Amanda Sotero.
Não escrevo para evitar reparar, e assim tentar me tornar uma boa escritora.

Mas tudo ainda me assusta.

Como ela.

Acabei de assistir "O fabuloso destino de Amélie Poulain". Chorei, e ainda estou chorando.
Um grande amigo me indicou alegando ter lembrado-se de mim ao assistir. Assim que soube, procurei informações sobre o filme, li a sinopse várias vezes, até de trás pra frente pra tentar entender o porquê da lembrança. Até que recorri as fotos. Um pouco de tudo se esclareceu ao ver o olhar da Amélie. Um olhar doce, esperto e ainda covarde, como diria o 'Homem de vidro'. Fiquei super entusiasmada pra assistir logo o filme, embora só tenha tomado coragem mais de uma semana depois.
No começo não consegui juntar tão be as semelhanças entre mim e a Amélie. Nem no meio. Somente no fim fui capaz de entender tudo que se passava.
Ela sente prazer com as coisas mais simples da vida, como jogar pedras no canal... E se vê no total e inlienável direito de viver no mundo das fantasias e ser infeliz no mundo real.
Mas calro, muitos (quase todos) devem me ver assim, como se eu mesma quisesse minha inflicidaded, afinal, eu consegui encaixar a mim mesma nesse padrão.
Tenho um medo estranho de encarar a realidade, e como refúgio, vôo para o mundo imaginário. É verdadeira a semelhança.
Mas chega um certo momento na vida de Amélie que a felicidade literalmente bate em sua porta. E ela a deixa entra.
Tomo isso, a partir de agora, como uma lição em que eu não posso deixar a minha felicidade ir embora como já deixei muitas vezes.


Adorei o filme e os conselhos indiretos, meu amigo. Obrigada por tudo!
Tenho em mente, agora, pessoas, ações, palavras e objetivos novos.






02h47

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Como nunca. Como um!

Uma noite quente, clara e cheia de ritmo. Cheia de palavras amigas e cigarro barato. Eu queria somente tua face rosada e tua voz doce ao alcance dos meus dedos.
Trocávamos risinhos de tempos em tempos. Em outros, gargalhadas, que eram pausadas somente pelos tragos demorados do teu cigarro. "A grana tá curta, tenho que economizar!"
Achava cômico e fofo. Me fazia querer apertar tuas bochechas, do mesmo jeito que minha avó me fazia.
Passava segundinhos te olhando, analisando cada traço do teu rosto, as curvas do teu corpo magro, que esbanjava tentação. Ficavas vermelhinha, deixando as barroquinhas fundas à mostra. Morrias de vergonha de mim.
Estávamos numa intimidade surreal, pra mim. Sentadinhas no chão da varanda, tentando fazer mágicas com a fumaça do cigarro. Só nossos pés se tocavam, e só às vezes.
Dizias: "Não pinto as unhas! Uso somente base para unhas fracas." E eu te achava cada vez mais frágil...
Estava ficando tarde e mais ainda pra ir só pra casa; Convidei para dormir em minha cama enquanto eu dormiria no sofá. Aceitou, cheia de vergonha.
Levantei cedo, como de costume. Fui até o quarto. Encostada no vão da porta, te olhava dormir, toda encolhidinha de frio. Cada ossinho da tua coluna à mostra me deixava no teu desejo.
Te viraste, como se soubesse que eu estava alí. Se espreguiçou e me desejou um "bom dia" baixinho, com os olhos quase pretos apertados.
Tomou um café rápido, apressada. Disse que não podia perder a hora em plena quinta feira.
Saiu, quase correu porta afora com uma bolsa vermelha e um casaco roxo nos braços. Voltou correndo e me deu um beijo na bochecha e desejou sem olhar pra trás um outro "bom dia".
Fiquei ali por uns minutos, rindo de mim. Estava bem à vontade, só com um blusão com um dos lados caído. Voltei para minha cama, deitei. Senti teu cheiro que era forte, mas me lembrava bebês. Dormi como um anjo.
terça-feira, 5 de julho de 2011

Flores de jardim.

Como frutinhas verdes, imaginando as pupilas dilatarem nos olhos amarelados.
/Cheiro forte, preciso; Vontade indescritível.
Não se sabe ao certo o que é, muito menos as dimensões, mas é vasto e está livre por aí, voando e pousando em cada esquina que passa.

Ai teu jeito...
Ai tua timidez...
Ai nossa cumplicidade...
Ai teus olhos...
Ai! ... Um espinho!

Por mais que seja, por menos que demonstre.

O toque suave, os olhos claros amarelos brilhantes, as mãos suadas, as palavras cuidadosas, o olhar tímido ao dizer bobagens e confessar desejos, as mãos leves ao ajeitar minha franja, o procurar desesperado dos meus olhos, os intermináveis 10 minutos...