terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Entre o eu e o nós.

Pergunto:
Sou eu que não caibo no mundo,
ou o mundo que não cabe em mim?

Então você chegou
e a questão virou outra:
Nós estamos no tudo,
ou tudo está em nós?

Só porque te amo,
talvez acho que possivelmente  
a segunda seja a certa.


Por HB.
domingo, 23 de fevereiro de 2014

Garotas, leiam Drummond...e depois me liguem.

[...]
Não tem namorado quem não gosta de dormir agarrado, fazer sesta
abraçado, fazer compra junto. 
Não tem namorado quem não gosta de falar
do próprio amor, nem de ficar horas e horas olhando o mistério do outro
dentro dos olhos dele, abobalhados de alegria pela lucidez do amor. 
 
Não tem namorado quem não redescobre a criança própria e a do amado e sai
com ela para parques, fliperamas, beira d'água, show do Milton
Nascimento, bosques enluarados, ruas de sonhos ou musical na Metro. 

[...] 

Carlos Drummond de Andrade                                                                                                                                                     Por HB.
quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Justificativas

Pessoas normais bebem para se alterarem;
eu bebo para alcançar minha normalidade.

E quando eu bebo o Renato e o Kurt
tornam-se meus amigos. Nos entendemos.

E quando a bebida desce, meu sangue fica roxo,
e o mundo inteiro ganha cor.

Quem eu amo volta;
e volta feliz por também me amar.

Até o suor fica menos desagradável;
e as vezes eu suo sobre um corpo que nem conheço.

Os corpos que conheço não me querem suado;
querem-me marginalizado no país das amizades.

Talvez eu ame a todas quando bebo;
ou talvez não ame a ninguém.

Nem a mim mesmo.
Nem a quem sou.



Por HB.
domingo, 2 de fevereiro de 2014

Sobre apagar o passado.

De 'fins' e 'recomeços' esse blog já está cheio.
Não importa se são explícitos (CM) ou bem implícitos (HB).
Basta seguir o roteiro: insatisfação com o presente, expectativas para o futuro.
Mas de insatisfação e expectativas eu também já estou cheio, então o que me resta?

Dias atrás eu li sobre uma substância que 'apagava' memórias ruins. Acho bem surreal a possibilidade, porém, ela existindo, não seria de admirar que eu tivesse uma overdose da tal substância. Para saber o que se passou eu escreveria tudo num papel, quer dizer, tudo que eu gostaria de acreditar. Mas eu já vivi demais, já sofri demais, já bebi demais. Tudo isso me ensinou, e não precisei apagar a memória para aprender só o certo.


Por HB.


Eu amo você, mas não volte, por favor.

A quanto tempo estamos presos nesse relacionamento? Uns três anos?
É quase esse o tempo que acordo com o mesmo sentimento sem sentido que me consome depois de passar-mos a noite nos consumindo.
Você é para mim o álcool para um alcoólatra. Fico alguns dias sem você. Suporto. Mas quando vem a solidão, que normalmente me é bem frequente, uma vontade de você me domina. Sou fraco e te deixo voltar...
Não preciso te chamar pois você já vive dentro de mim. As vezes acho que esse é o problema, você sou eu.
Basta me deitar, fechar os olhos, dormir. Pouco depois você me aparece independentemente de onde eu esteja.
Linda! Seu sorriso amarelo. Grandes olhos negros. Mãos pequenas e brancas.
Sério, eu amo tudo em você. Até mesmo o jeito que você reclama comigo. O jeito que faz birra.
Sério, eu amo muito você. Mas aí percebo, quando acordo, que você sou eu, e por isso sentimentos sem sentido me consomem.   
Culpo-me por te amar demais.
Alegro-me por te amar demais.
Entristeço-me por te amar demais.
O que devo escolher? Você que é minha droga favorita e me ilude, ou a solidão que me trás de volta ao mundo de verdade?
Facilite minha vida. Não infle minhas dúvidas.
Eu sei que amo você, mas, para o meu bem, não volte.



Por HB.