eu bebo para alcançar minha normalidade.
E quando eu bebo o Renato e o Kurt
tornam-se meus amigos. Nos entendemos.
E quando a bebida desce, meu sangue fica roxo,
e o mundo inteiro ganha cor.
Quem eu amo volta;
e volta feliz por também me amar.
Até o suor fica menos desagradável;
e as vezes eu suo sobre um corpo que nem conheço.
Os corpos que conheço não me querem suado;
querem-me marginalizado no país das amizades.
Talvez eu ame a todas quando bebo;
ou talvez não ame a ninguém.
Nem a mim mesmo.
Nem a quem sou.
Por HB.
0 loucos comentaram:
Postar um comentário
Can you comment !