Precisava de alívio fácil
até banal
que não chamasse
meu nome no fim.
Vi minha viola
velha empoeirada.
Largada sozinha
tímida a me olhar.
Nos abraçamos
meus braços em suas curvas
uma carícia, um sorriso
começamos a amar.
Meus dedos a tocavam
como da primeira vez.
Seus sons já conhecidos
me pareceram tão novos.
E tocamos
E amamos.
E cansamos juntos.
Ela desafinou
eu sorri satisfeito
houve um breve acorde
a última nota.
Agradeci por tudo.
Guardei-a no final
sabendo que ela desejava
lá do canto dela
que eu tivesse outro dia ruim
e voltasse a procurá-la.
Por HB.
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