sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Llem

Por favor, diga-me adeus
desligue na minha cara
peça-me para te esquecer
não me ame
Não me dê aquilo que tu tens de mais puro
Sinto-te como uma estrela
a guiar-me para o êxodo
do marasmo de minha vida
Teu riso, mesmo distante
mesmo discreto
sufoca o som que ecoa dentro da minha vazia
e agonizante existência
Som que grita morte,
mas que é abafado quando tu cantas
tuas músicas vivas
Eu sou a escuridão, e
tal como Hades perdeu-se por Perséfone
desfaço-me por ti, que és a luz
Mas, por favor,
não me ame
não me dê aquilo que tu tens de mais puro
Não alimente a psicodelia,
a distorção na minha cabeça
Pois sou o que sinto,
falo o que penso,
penso o que sou...
E nada é mais limpo
que a cinza dos meus cigarros.

Por HB.

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