Faz frio pela manhã;
Vê-se a neblina que ainda toma conta da rua, das montanhas...
Meu pássaro sente frio, não canta.
O sono toma conta mas permaneço de pé:
tenho muito a fazer!
Meu filho vai pra longe, fico só.
Começa a ficar quente,
quente quase insuportável.
O feijão começa a dar cheiro na casa pequena.
O sono novamente volta a me atormentar
e dessa vez não vou contra,
me entrego a ele e durmo por alguns minutos.
O tempo passa, chega a hora de rever meu filho.
Saio em disparada, quero abraçá-lo!
Quando retorno, ja está esfriando
ponho um casaco em mim e outro no pequeno.
Saio à rua para consumir, seja lá o que for.
Já a noite faz um frio imenso,
desses de quem não é acostumado bater os dentes
tipo eu.
Mais tarde enquanto o filho dorme,
volta a neblina,
agora com mais força que pela manhã.
Enquanto falo, a fumacinha sai pela boca.
Às vezes parece que ainda estou fumando...
Chega a hora de entregar-me ao sono.
E cá estou eu,
o amor ao meu lado debaixo das cobertas quentes
aonde só vestimos as peças íntimas.
E é só amor...
0 loucos comentaram:
Postar um comentário
Can you comment !