O feijão que eu cozinhava ficou sem gosto.
O onibus que eu pegava ficou mais lento.
O sexo que eu fazia tornou-se rotineiro e sem graça.
As brincadeiras já não tem tanta graça quanto antes.
A ansiedade que eu sentia com coisas novas deixou de existir.
Minha ânsia pela escritura diminuiu bastante.
Minha fome de amor? Dessa eu nem comento.
O diálogo virou monólogo.
Só o que me resta de consolo é meu café e uns cigarros amassados.
Quando me afasto de tudo, lembro de escrever e recordo o quanto é bom. Mas das coisas que listei, essa é a única que eu consigo retomar por completo, mesmo que momentaneamente.
Como diria o poeta Cazuza... O tempo não pára.
E não pára mesmo.
Por CM
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