sábado, 8 de junho de 2013

Previsão para o dia dos namorados?

- Ei magrela, vem logo! - chamei  ela do colchão no chão da sala.
- Pode esperar não?! - irritou-se da cozinha.
Eu gostava de irritá-la. Só pelo prazer de ouvi-la falar mais alto.
Ela volta com a tigela com cereal e leite, olhando para o chão, tentando não pisar no controle do videogame.
- Cuidado pra não derramar de novo. - avisei.
- Vai, pega. - e me passou o lanche.
Ela buscou pelo controle por entre os lençóis.
- Vamos lá. - sibilou antes de tirar do pause.
- Segue em frente , vai sair uma zumbi daquela casinha. Atira na cabeça dele. - Dei a dica.
Quinze tiros depois o pobre zumbi cai morto (de novo).
- Poxa amor, eu disse que era pra atirar na cabeça.
- Mas eu não consigo!
- Peraê, dá pause. - falei deixando minha tigela quase vazia de lado. - Passa o controle pra cá.
Peguei-o e coloquei ao lado da tigela.
- Me beije.
Ela franziu a testa.
- Sério, me beije.
Ela me deu um beijinho rápido.
- Não, não. Tem que ser com entusiasmo.
Ela me beijou com um pouco mais de calma. Senti o entusiasmo.
- Agora me diga: Em quê isso vai me ajudar a atirar melhor? - ela perguntou
Abri um sorriso enorme.
- Em nada. Tu joga muito ruim mesmo. É melhor a gente ficar namorando.
Ela perdeu-se numa risada.
- Safado!
Pulei pra cima dela como um leão.
Ela ria enquanto eu beija e mordia seu pescoço.
- Ei! - sussurrou
Interrompi minha seção de beijos e olhei bem nos olhos. Com as testas juntas.
- Oi.
Ela me sorriu envergonhada.
- Você é o cara mais incrível que eu conheço.
- Por que eu te dou dicas de videogame? - brinquei
- Não, seu bobo. Porque... sei lá. Mas você me faz sentir como nenhum outro cara fez.
Fiquei envergonhado.
- Não sei o que dizer. Você sabe que não sou bom nessas coisas.
- Não precisa dizer nada. Eu já sei.
Fiquei grato por ele me conhecer tão bem.
- Eu amo você. - sussurrei.
Ela deu um risinho.
- Esse é o meu namorado... - beijou-me - ... doce, mas objetivo.
E rimos juntos.
Deslizei para o lado. Apoiei um travesseiro atrás da cabeça. Ela usou meu peito como travesseiro.
- Acho que eu estou pronta...
Não perguntei pelo quê, isso era óbvio.
Passei meu braço por suas costas até a nuca.
- Tem certeza? Não quero te forçar a nada, você sabe.
Demorou dois segundos para responder.
- Tenho. Se é pra acontecer, que seja com o cara que eu amo.
Tornamos a nos beijar de novo, e a excitação tomou conta de nós dois.




Por HB

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