Triste porque meu ex-amor agora é o amor de outro.
Ando por aí, meio perdido, seguindo pé ante pé.
Quando escuto a risada, logo a minha frente, que me lembra um ex-amor.
E todas as vezes que fiz esse ex-amor rir me vem à mente, mas agora não me dão mais nenhuma alegria.
Os fones me ouvido me salvam dos risos.
O trash metal faz meu cérebro querer explodir, mas é minha saída para não me implodir nas memórias.
Me distrai.
Vejo um casal de mãos dadas, e lembro daquele ex-amor, a mais complicada. A que soltava minha mão quando ficava com raiva. A que andava na frente só para fazer com que eu corresse para acompanhá-la.
Pensando bem, hoje eu não correria mais. Deixaria ir embora.
Entre uma Heineken e outra, oscilo meus pensamentos conturbados. Vou de feliz a triste num gole!
Faço uma soma de todos meus ex-amores. Das lembranças que existiram e das que eu inventei por prazer.
O resultado dessa equação ainda leva variáveis de razão e emoção. Afinal, quem nunca tentou ver uma mesma situação por esse dois lados, não sabe a verdade sobre amar.
E quando já conto meia dúzia de garrafas vazias, solto um riso embriagado.
Por que não há equação, nem soma de ex-amores, nem verdade entendida que me impeça de causar ou sofrer com as dores, os efeitos colaterais, desse jogo de amar.
Por HB
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