quarta-feira, 18 de maio de 2011

Amor-perfeito.

Breu imenso. Barulhinhos mínimos, quase imperceptíveis. Sussurros e murmúrios baixos, mas tornam-se tão intensos pelo silêncio mortal... Mais parecia que a escuridão dava ênfase ao silêncio.
Nada se movia, mas haviam movimentos extremamente rápidos, causando náuseas. Os gemidos eram, agora, mais altos; Notáveis, quase tocáveis.
Movimentos uniformes preenchiam a sala; tudo piscava (as cadeiras, a mesa, os tapetes, o lustre magnífico), graças ao revirar involuntário dos olhos claros e negros.
Corações palpitavam rápido, um par deles. O sangue corria depressa nas veias, deixando a temperatura dos corpos alta.
Sentia-se uma umidade quente também... Talvez pelas gotas de suor que escorriam das testas previamente polidas.
Então puseram-se parados e silenciosos. Pouco tempo até risinhos miúdos encherem novamente o lugar. Estralar de beijinhos ao ver a luz do sol invadir toda a casa e ofuscar a visão.
A distância, para diminuir a temperatura e tensão, foi deixada vencer pela saudade do abraço apertado e cheio de sentimento.
Até se encherem de saudade e necessidade de ida pela hora, foi tudo mais que ótimo; Mais que perfeito.

2 loucos comentaram:

Anônimo disse...

mais que perfeito!

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