É noite, sinto frio. Me sinto também muito sozinha em meu apartamento.
Mergulho em lembranças, e me afogo nelas.
Difícil lidar com a falta de um pedaço meu, bem aqui dentro.
Eu sinto falta do cheiro da tua roupa lavada, dos teus olhos procurando os meus na madrugada escura, da tua mão fazendo movimentos rotatórios em minhas costas... Do arrepiar intenso e silencioso dos meus pêlos ao receber o teu toque de surpresa.
Te sinto cada vez mais distante... Cada vez mais fora do meu alcance. E com pouco tempo, não vou conseguir mais sequer te manter no meu campo de visão.
Meu medo faz transbordar meus olhos.
A vista embaçada me impede de ver nitidamente; não consigo enxergar onde está meu maço de cigarros, não consigo ver as luzes da cidade do meu vigésimo primeiro andar.
Não consigo mais escrever.
Não quero mais lembrar. Nem chorar.
terça-feira, 17 de maio de 2011
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